terça-feira, 26 de maio de 2009

A publicidade digital


Em tempos de crise econômica mundial, os grandes anunciantes estão poupando o máximo de capital monetário para se manter no mercado. Diante disso, estamos aprendendo a conviver com demissões de milhares de profissionais em todo o mundo, baixo investimento nas operações, desenvolvimentos e expansões de negócios e, infelizmente, para nós publicitários,  tudo isso tem gerado diversas quebras de contratos entre agências de publicidade e clientes. 

Por trás desse universo da publicidade existe um volumoso número de agências, birôs de  criação, mídia, planejamento, produtoras, gráficas,  veículos de comunicação, e com eles, seus respectivos profissionais, que estão sendo prejudicados com a retenção de algumas verbas, causando a demissão de muitos ou transformando alguns em freelancers.

O ano de 2009 está sendo apontado por muitos economistas, administradores, comunicólogos e publicitários como o ano em que as empresas devem agir com muita cautela a fim de poupar certos gastos desnecessários. Todavia, para os publicitários, apesar da forte concorrência para adquirir novas contas, 2009 deve ser o ano das estratégias e atitudes ousadas, visando cativar os anunciantes insatisfeitos, sem esquecer de desenvolver táticas inteligentes e inovadores para manter suas contas. 

Por isso, afirmo com bastante clareza e convicção que uma das soluções para fazer com que as empresas continuem investindo em divulgação é se apoiando à publicidade digital, utilizando blogs, Orkut, Facebook, Twitter, MSN e demais redes sociais. Os respectivos investimentos nessas redes são fundamentais, afinal, apresentam baixo custo, maior capacidade de se fazer publicidade dirigida, personalizada e agilidade na mensuração. Por fim, outras opções poderão surgir mediante o planejamento e a criatividade, o que dá a possibilidade de inserção de peças, campanhas e novos conceitos a partir das mídias alternativas.

Fernando Santana

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A grande preocupação online


Em tempos de turbulências nos investimentos publicitários, muitos anunciantes estão migrando suas verbas do offline para o online, visando se manter na mídia e interagir diretamente com os seus consumidores.

A preocupação com o constante aumento da publicidade na web tem originado o surgimento de diversas agências online. Aquelas que já estão no mercado há anos continuam crescendo diante desse ambiente 2.0 com a chegada de novas contas.  

O interesse dos anunciantes por essas novas empresas online faz aumentar a disputa entre agências de publicidade, birôs e houses, provocando uma releitura nas estratégias e criações de peças e campanhas. Com isso, as agências convencionais têm criado departamentos online ou extensões de suas empresas, com os seus respectivos profissionais voltados única e exclusivamente para atender os jobs na web.

O extremo poder dessa mídia online faz com que repensemos a forma como devemos atuar diante dos anunciantes, e sobretudo, dos novos consumidores que se tornaram exigentes e atualizados perante os mais distintos acontecimentos no mundo. 

Por fim, as agências publicitárias que não modificarem suas formas de   trabalhar, podem perder consideravelmente suas contas e até fechar suas portas em um curto prazo. 

Fernando Santana

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Os dias sem internet


É surpreendente o fato de quanto nos tornamos dependentes dessa tecnologia chamada internet. Para os mais velhos, ainda é possível lembrar de como era para pesquisar dados, conteúdos e informações; fechar negócios e/ou simples operações comerciais; e por fim, se relacionar à distância com parentes e amigos. Os mais jovens não têm a mínima noção de como era tudo isso na prática.

A internet veio para transmitir aos seus usuários rapidez, interatividade, agilidade, dinamismo e clareza nas informações. Com isso, chega a ser impossível nos imaginarmos sem os atuais recursos presentes na grande rede mundial de computadores; sem a precisão dos fatos históricos e demais notícias do cotidiano; sem nos relacionarmos pelo MSN, Orkut, Twitter, blogs, Facebook e as diversas redes sociais.  Já para a publicidade, a web se tornou uma mídia eficaz e primordial para atingir os seus consumidores pelo poder de compra, linguagem, sexo, interesse etc..

Diante dessa democracia em que vivemos, cabe a cada um dos indivíduos optar por quais ferramentas, mecanismos, estruturas e plataformas vão usar. É plausível mencionar que os computadores e outros diversos aparelhos portáteis possuem toda essa capacidade em seus sistemas. Todavia, devemos respeitar os demais que escolherem aqueles métodos mais antigos, como: enviar cartas, consultar tablóides, revistas e dicionários de mão, realizar compras em PDV etc.. 

Vídeos relacionados ao texto: 1 , 2 e 3 .

Fernando Santana

terça-feira, 14 de abril de 2009

Publicidade: nada é por acaso


Já foi o tempo em que viamos fotos, vídeos, matérias na internet, jornais, revistas das marcas de forma “meramente ilustrativa”. Hoje, nos acostumamos a ver os grandes cachês dados pelos anunciantes aos veículos de comunicação, personalidades e simples cívis, a fim de estarem com suas marcas sempre em evidência.

O uso patrocinado de equipamentos, acessórios, roupas, sapatos, dentre uma infinidade de bens de consumo no mundo, pode influenciar o consumidor tanto de forma positiva quanto negativa. Positiva por que induz ao desejo, e consequetemente ao consumo; negativa por que reflete em uma imensa apatia em relação as marcas, resultando em dissonânca cognitiva.

Na atualidade, centenas de filmes, programas de TV, rádio, internet estão usando e abusando de merchandising, ao ponto de possuírem mais publicidade do que conteúdo. Portanto, você é a favor daquela história “ou o meio se corrompe, ou então não sobrevive?”   

O fato é que nada na publicidade é por acaso, que toda e qualquer etiqueta, estampa, espaço público, objetos etc. tornou-se mídia. Prova disso, é a marca impressa ou em evidência nos seus objetos pessoais, como: camisa ou blusa, calça, saia ou bermuda, óculos, tênis, bolsa, lápis ou caneta, escova de dentes, batom, aparelho de TV, computador, celular…ufa! Tá bom ou quer mais?

Fernando Santana

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Quando a publicidade vai além


Muitos indivíduos crêem que a publicidade tem como única e exclusiva finalidade o lucro. Sua definição poderá ser distinta, diante de uma visão bem ampla, dependendoo da ideia, objetivo ou conceito que a campanha ou peça publicitária deseja transmitir para os seus consumidores.

O desejo pelo lucro poderá existir, até porque vivemos em um sistema repleto de interesses, e assim como os consumidores desejam qualidade, benefícios e respeito, a publicidade, por sua vez, busca aceitação, consumo e rotatividade de produtos. Na verdade, trata-se de uma relação de compra e venda, literalmente uma troca.

Porém, a publicidade pode e realmente vai além na aplicação dos seus conceitos, afinal a disseminação de suas ideias pode estar relacionada a propostas e conteúdos que induzam os indivíduos a pensar e interagir com as marcas, buscando a experiência, o relacionamento e uma mudança de comportamento. Nessa hora, a publicidade caminha ao lado da propaganda, em prol de demonstrar os princípios dos anunciantes. É com esse pensamento que ONGs, empresas e diversas instituições desenvolvem projetos criativos, que despertam um excelente interesse e aceitação do público.  Cases relacionados: NSPCC , Amnistia Internacional , Celesc , Instituto Akatu e Peta .

Fernando Santana

terça-feira, 31 de março de 2009

Quando não vai ao ar


Diversas campanhas publicitárias são planejadas, criadas, aprovadas por seus anunciantes, mas quando são lançadas no ar ficam retidas pelos órgãos responsáveis por penalizar as publicidades abusiva, ofensiva ou enganosa.

Aqui no Brasil, o CONAR é quem monitora e responde por todo o processo de veiculação das campanhas, punindo aqueles anúncios que ousarem desobedecer suas normas. Apesar da rígida atuação dessa entidade, ainda existem agências de publicidade, anunciantes e veículos de comunicação que insistem com esse tipo de prática.

Não importa o trabaho empregado no projeto, verba paga, muito menos a compra de mídia para a execução da campanha, caso tenha algum erro ou cause danos aos consumidores serão proibidas de continurem no ar. E, podemos citar as seguintes campanhas: Nike , Pepsi , Schin , Axe 1 e 2 , Tintas Suvinil e Friesche Vlag .

Por isso, devemos antes de qualquer inserção do projeto em suas respectivas mídias analisar todo o processo criativo, observando minuciosamente todos os detalhes. Com a finalidade de que a peça ou campanha atenda aos requisitos do Conar, e sobretudo, corresponda aos interesses dos consumidores.


Fernando Santana